sábado, 12 de maio de 2012

Te ver.

Bons domingos eram aqueles que sorríamos juntos ainda na cama.
E eu te via prender o cabelo na frente do espelho da penteadeira.

Seu café favorito ficava do outro lado da cidade, íamos juntos na calçada.
E eu olhava seu jeito de andar, de parar em frente à vitrine.

Aquele vestido que sempre namorou e dizia ter de perder 2 quilos antes de comprar.
Eu te enxergava nele, e você era linda.
Eu lembro, claro que lembro de te olhar.

Os domingos de hoje em dia, deram para chover.
Aquele espelho quebrou sete anos atrás.
O café nem existe mais.

 Hoje eu tenho de fechar os olhos para te ver.


 ps: o vestido eu comprei e ele espera por você, junto comigo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Historiando.

Não sabia se o que tinha era suficiente. Mas era certo que só de pensar nela, queria mais. Não sabia exatamente onde queria chegar. Sabia que com você lugar nenhum seria problema. Aqui, ali, acolá. Vez ou outra dizia que, cair pode ser bom.. Ela nunca compreendeu. Ele repetia: " cair em si, cair de rir, cair em você.." Enconstava a cabeça no ombro, e pedia para ouvir outra vez a mesma história, contada de um jeito diferente. E que independente de como era o meio ele sempre terminava assim: O melhor dessa história é que você me beija no final.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ansiando.

Eu arrumei a casa toda, e tirei o pó.
Pra quando você chegar.
Eu também assinei outra vez o jornal local.
A página de esportes você pode deixar na mesinha de canto.
As cruzadinhas, segunda, terça e quarta, são suas.

Mandei que colocasse moldura na nossa fotografia.
e troquei a torneira da pia.

Eu volto às 8 horas, como de costume.
Anseio por chegar encostar sua cabeça no meu colo,
e ficar ali vendo todas suas caras e bocas.
Levo comigo o seu romance favorito.

É sexta-feira, e tudo que eu quero é te abraçar,
que de tão forte fazer encostar meu coração no teu.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Descolorindo.

Era de sorrir todas as manhãs, de dar bom dia com os olhos.
Era pra ontem, era com urgência.
Mas daí, quem é de surpreender, acaba surpreendido.

Rendido.

E você me fez ter que guardar o meu amor.
Mal sabe você, que o meu amor é feito pra compartilhar.
E você me fez recolher o meu amor.
Mal sabe você, que o amor é feito pra somar, pra dividir.

Eu quis te dar todo o meu amor.
Porque ele é seu.

Eu ainda tinha tantas coisas pra te mostrar nessa vida.

Quando dizia que você era uma bonita,
eu não estava falando do fato da sua boca ter sido desenhada
com lápis de cor. Nem do seu nariz que, de tão empinado olha
pra gente lá do alto.
Eu dizia que admirava o que há de lindo em ser você.

Mas daí, quem é de surpreender, acaba surpreendido.


ps: Eu não quero ser o presente novo que não te serve.
Prefiro ser a camisa velha e rasgada, que você usa todos os dias.

sábado, 19 de novembro de 2011

Amoreando.

Ele é alguém que morre de amores, e isso não é segredo pra ninguém.
Mas é de dar vergonha e medo. Mais medo do que vergonha, na verdade.
Certo é que não era pra ser assim, porque ele é alguém que se permite. Ou diz se permitir.

Morrer de amor, é injustiça . Digo, o ideal era morrer com o amor, oras.
Morrer de rir, por exemplo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Felicitando.

É de encher o peito de esperança passar todos os dias na sua janela,
te ver jogando o cabelo, e o vento fazendo todo o resto.
Passo todos os dias pela manhã por ter a certeza, de que vai estar lá.

É de encher o peito de alegria passar todos os dias na sua janela,
te ver sorrindo no espelho, limpando a marca de batom que você deixou borrar;
daí faz um bico, eu finjo ser um beijo, finjo também que foi pra mim.

Eu encho o peito de amor quando passo na sua janela de manhã,
e demoro o meu olhar sobre você. Ainda na esperança,
de que um dia talvez eles se cruzem.

As vezes quero te dar todo o meu amor.

Então eu preciso que você abra seus olhos, seu coração e me deixe entrar.

PS: do contrário arrombo a janela.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O que há de ser.O que há de ser.

Eu só sei que está dentro do peito
E fica lá incomodando como a ponta de uma faca afiada.

Como uma coisa assim machuca tanto?
O que quero dizer é que, aperta o coração.
Mas nem sempre é ruim, de vez em quando faz cócegas.
Frio na barriga em pleno verão, como se borboletas brincassem lá.

Eu te amei com tanto amor.
Como uma coisa assim machuca tanto?

Sem dúvida tem algo de fisiológico, pois corria um rio na minha mão antes do filme começar.


Te amei com tanto amor.
E só pensar em você não é suficiente.

Agora fico dizendo bobagens, coisas que são feitas para serem ditas no pé do ouvido.

É um sentimento, não dá pra explicar.
Tem que sentir.
Mas eu te amei com tanto amor.


Ps: Parei de pensar, mas continuo sentindo.